ETNOCOMUNICAÇÃO INDIGENA: INVENTIVIDADES A PARTIR DA CRIAÇÃO DE PODCASTS NO CONTEXTO DA CIBERCULTURA

SP.28: Memorias y comunicación indígenas: construcción de espacios de organización y visibilización de luchas en contextos de subalternización

Ponentes

Nombre Pertenencia Institucional
Ana Caroline Silva Carneiro Universidade Federal do Pará, Brasil
Leonardo Zenha Cordeiro Universidad Federal do Pará

Creditos Adicionales

Nombre Pertenencia institucional Pais
Ana Caroline Silva Carneiro Universidade Federal do Pará BRASIL
Leonardo Zenha Cordeiro Universidade Federal do Pará BRASIL

ETNOCOMUNICAÇÃO INDIGENA: INVENTIVIDADES A PARTIR DA CRIAÇÃO DE PODCASTS NO CONTEXTO DA CIBERCULTURA


Ana Caroline Silva Carneiro

annakarol789@gmail
Universidade Federal do Pará
Brasil
Leonardo Zenha
leozenha@ufpa.br
Universidade Federal do Pará
Brasil

 

Resumo: Este artigo faz parte da pesquisa em andamento no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Currículo e Gestão de Escola Básica (PPEB) da Universidade Federal do Pará (UFPA). O objetivo é evidenciar os diferentes usos das tecnologias digitais em rede, com prioridade nos usos da voz/áudio, e o potencial do podcast, com os professores da Escola Pública EMEIEF Indígena, abrangendo do 1º ao 9º ano, localizada no território Médio Xingu[1], no estado do Pará, na região Norte do Brasil. Nessa perspectiva em utilizar dispositivos (Ardoino, 1998) para potencializar a sua cultura e a memória, fortalecendo assim a identidade e suas tradições em meio aos desafios da sociedade contemporânea. A metodologia utilizada é a pesquisa-formação na cibercultura (Santos, 2019), que se objetiva produzir conhecimento no campo conciliando a pesquisa e experiências formativas, para refletir e propor ações nos diálogos com realidade mergulhando na pesquisa sem excluir os cotidianos dos praticantes culturais, proporcionando uma troca de saberes entre ambos.

A pesquisa encontra-se em estágio inicial, mas já demonstra seu potencial em nossos primeiros contatos e ações.

 

Palavras-chave: etnocomunicação; povos indígenas; podcasts; tecnologias digitais informação e comunicação.

 

Este artigo faz parte da pesquisa em andamento no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Currículo e Gestão de Escola Básica (PPEB) da Universidade Federal do Pará (UFPA). No estudo original, apoiado nos pressupostos metodológicos da Pesquisa-formação na cibercultura (Santos, 2019), o objetivo é desenvolver a pesquisa nos estudos sobre etnocomunicação indígena (Zenha et al. 2022) utilizando a tecnologia digitais em rede (Santos, 2019) de áudio, o podcast[2], com professores indígenas do 1º ao 9º ano, localizada   no território Médio Xingu, no estado do Pará, na região Norte do Brasil.

Tal pesquisa, que está em desenvolvimento, é vinculada a estudos nos projetos de extensão sobre a implicações da tecnologia de áudio, intitulado “Juventudes e Tecnologias no Contexto da BNCC do Ensino Médio”, na Universidade Federal do Pará, Campus Altamira, em uma ambiência de criação e formação continuada.

Os campos etnocurrículo e populações indígenas surgiram com a experiência ao cursar as disciplinas da matriz curricular: Antropologia da Educação; Sociologia da Educação e História da Educação brasileira e da Amazônia, que abordam o caráter singular e/ou plural da experiência humana em junção entre a sociedade e o conhecimento das diferentes culturas se reproduz e se educa considerando as particularidades do processo político, social, dentre outros.

Macedo (2013, 2018) define essas novas modalidades de currículo como etnocurriculos que se estabelece sob um agregado de conhecimentos e atividades designadas como formativas. propõe a desconstrução da concepção colonizadora no qual os currículos seriam aparatos pedagógicos realizados tão somente por especialistas e aprovados por autoridades educacionais e culturais, fundamentada na experiência sociocultural, “compreender os processos pelos quais as pessoas constroem cotidianamente currículos, seus sentidos e significados” (Macedo, 2013, p. 4).

Neste artigo o objetivo é evidenciar oportunidades proporcionadas pelo uso das tecnologias digitais em rádios e áudio, com ênfase no potencial do podcast, devido à sua acessibilidade e possibilidades com a oralidade. A experiência no uso dessas tecnologias digitais em rede (Santos, 2019), em um projeto de formação para os professores da escola EMEIEF Indígena, abrangendo do 1º ao 9º ano. Nessas em utilizar dispositivos, que são os meios, materiais e/ou intelectuais que o pesquisador lança ao encontro dos seus praticantes culturais é a intencionalidade (Ardoino, 1998). para potencializar a sua cultura e a memória, fortalecendo assim a identidade e suas tradições em meio a desafios.

Neste contexto, fazendo um recorte histórico da etnia investigada, informamos que devido os trâmites legais do Comitê de Ética não serão mencionadas a etnia até a aprovação do estudo, por ser uma pesquisa com seres humanos.

O contexto desta etnia estudada, por intermédio da pesquisa proporcionou verificar que durante os séculos XVII e XVIII, com as sucessivas tentativas de aldeamentos feitas por missionários jesuítas e promovidas pelas tropas de expedição portuguesas, e entradas paulistas à escravização desses povos no Brasil. Na Amazônia, este longo histórico de contato e ocupação de colonizadores, resultou na transformação nos modos de vida e organização social, do povo indígena, todavia, resistindo para manter suas identidades indígenas na luta de defesa por território e para não perder a língua materna (Ferreira et al. 2018).

Esta comunidade indígena representa um exemplo de comunidade bilíngue que se encontra em um processo de revitalização de sua língua materna. Eles utilizam a educação escolar como meio para potencializar sua cultura, incluindo elementos como cantos tradicionais, medicina ancestral, pintura corporal, e em especial, sua língua nativa. Além disso, é importante destacar que por meio de conversas informais, com o cacique da etnia, todos os membros da comunidade têm acesso à internet, seja por meio de conexões livres ou particulares.

Consequentemente, as populações indígenas vivenciam e praticam a cibercultura e adaptam essa influência de acordo com seus interesses. Portanto, é crucial considerar a inclusão desse tema no currículo da educação escolar indígena.

Aqui nos referimos ao Território Etnoeducacional do Médio Xingu– TEEMX, foco desta pesquisa. Esse território foi instituído pelo Decreto Presidencial nº. 6.861, de 27 de maio de 2009, e estabeleceu a organização da Educação Escolar Indígena (EEI) em Territórios Etnoeducacionais, garantindo que os currículos escolares fossem desenvolvidos para celebrar as culturas dos povos indígenas e para fortalecer e preservar a diversidade étnica e linguística de cada comunidade indígena. O TEEMX é formado com base na política educacional abrangendo três municípios paraenses: Altamira, Vitória do Xingu e Senador José Porfírio.

Atualmente, este território abrange doze Terras Indígenas (TI) distintas, a saber: 1) TI Arara; 2) TI Arara da Volta Grande do Xingu; 3) TI Cachoeira Seca; 4) TI Araweté; 5) TI Kararaô; 6) TI Koatinemo; 7) TI Kuruaya; 8) TI Indígena Juruna do Km-17; 09) TI Paquiçamba; 10) TI Apyterewa; 11) TI Trincheira Bacajá e 12) TI Xipaya (SEMED/ALTAMIRA/PA, 2023).

Diante dos aspectos apresentados, a questão problema que emerge para este texto: Quais os dispositivos utilizados pela comunidade indígena para difundir atos etnocurriculares na educação básica no fortalecimento e preservação de sua cultura por meio das tecnologias de áudio?  objetiva analisar quais os dispositivos utilizados pela comunidade indígena, para difundir atos etnocurriculares na educação básica no fortalecimento e preservação de sua cultura por meio das tecnologias de áudio.

A metodologia utilizada é a pesquisa-formação na cibercultura, inspirada no pensamento de Santos (2019) que compreende a importância dos processos de aprender e ensinar (Alves, 2003) no contexto dos cotidianos. São nessas interações de aprender com o outro e em conjunto, que se desenvolve uma rede aprendizagem, caracterizada por espaçostempos de convivência e de aprendizagem, principalmente, quando levamos em consideração o uso de interfaces interativas, mídias digitais e redes sociais. É no ciberespaço e, especificamente, nos ambientes virtuais de aprendizagem que saberes são produzidos pela cibercultura (R. Santos; E. Santos, 2012). Certeau (1998) descreve essas práticas cotidianas como táticas de grande parte “maneiras de fazer”. 

Portanto, o objetivo da pesquisa em andamento é produzir conhecimento intervindo no campo, conciliando assim, a pesquisa com as experiências formativas, refletindo e propondo ações que transformem a realidade da comunidade por meio do dispositivo podcast, considerando os cotidianos dos praticantes culturais e a troca de saberes entre pesquisador e pesquisados.

Independente do tempo, espaço, quando um grupo ou indivíduo toma contato das tecnologias eles a realizam da forma que acharem conveniente, então não será necessário levar a formação sobre a utilização do podcast, primeiro vamos aprender com eles e depois juntos potencializar esses processos formativos.

 

Desse modo, ao tecer conceitos, exploramos as etnomídias e o podcast como meios de expressão, representando um dispositivo de empoderamento cultural e étnico, ao convergir diversas mídias numa visão étnica. Assim, buscamos descolonizar os meios de comunicação, permitindo sua execução por distintas identidades étnicas e culturais (Tupinambá, 2016).

Destarte, esse comprometimento traz o entendimento sobre as culturas, as lutas políticas pelos direitos indígenas, o cotidiano das comunidades e a importância da educação escolar indígena nesse contexto de resistência.

Nessa perspectiva, um estudo realizado pela plataforma CupomValido.com.br da Statista e IBOPE sobre o consumo de podcast, o Brasil é o terceiro colocado no ranking dos países no mundo, com 30 milhões de ouvintes, que mais consome podcast, ficando atrás apenas da Suécia e Irlanda, a pesquisa mostra que 40% dos brasileiros pelo menos uma vez em 12 meses ouvem podcasts (Rovaroto, 2022).

No Brasil, o primeiro podcast surgiu em 2004 (Freire, 2013), mas no decorrer dos anos foi crescendo o acesso e, consequentemente, a popularização desta plataforma, que se tornou uma nova forma de envio de textos, imagens e áudios, no qual, o usuário tem autonomia e faz o seu próprio veículo, desse modo, distribuindo informações de maneira autônoma em uma rede colaborativa de processos comunicativos (Lemos, 2009). Isto possibilita aqueles que não estão nas grandes mídias e indústrias fazerem a divulgação dos seus trabalhos.

Nesse contexto, ao empregar o podcast como um dispositivo (Ardoino, 1998), ele se torna um potencializador da cultura e da memória, fortalecendo, por conseguinte, a identidade e as tradições. Isso viabiliza espaços educativos nos quais a experiência é compartilhada de forma coletiva, explorando questões significativas. Os conteúdos são produzidos e disseminados de maneira acessível, podendo ser facilmente aproveitados por um amplo público, seguindo uma abordagem que fomenta o ensino, a aprendizagem e a obtenção de resultados a partir desse processo.

Assim, para compreender como esse fenômeno se desenrola e pode ser potencializador ou disparador para pensar processos formativos, em convergência com o etnocurrículo, conforme descreve Macedo (2013, p.432):

 

Não podemos pensar, ademais, que a realidade seja uma interpretação que sai apenas do(s) nosso(s) umbigo(s), hemarfrodita, portanto. As verdades e proposições devem aparecer a partir de uma composição implicacional intercriticamente mediadas, é assim que há anos nos implicamos em pesquisas e intervenções em currículos e processos formativos. Falemos de uma implicação que já é compósita, porquanto nasce em meio a relações diversas que estabelecemos com os mundos a que nos vinculamos.

 

Assim, o etnopesquisador interessado no campo do currículo, percebe o cotidiano das ações educativas como um dispositivo incontornável para compreender explicitamente o movimento deste campo (Macedo, 2004).

Nessa perspectiva, propõe a desconstrução da concepção colonizadora, no qual os currículos seriam aparatos pedagógicos realizados tão somente por especialistas e aprovados por autoridades educacionais e culturais, fundamentada nas experiências educacionais, culturais e socioculturais, compreendendo os processos em que as pessoas elaboram cotidianamente currículos, seus sentidos e conceitos (Macedo, 2013).

Nesse contexto, as experiências formativas de sujeitos concretos em meios curriculares, considerando a diversidade dos grupos humanos, suas necessidades e orientações ideológicas, resultam em diversos sentidos educacionais (Macedo, 2012). Precisa trazer mais autores que debatem o tema

Assim, quando levamos em cogitação esses elementos entender que todos nós produzimos atos de currículo quando nos envolvemos com conhecimentos ditos como formativos e que aprendizagem é um fenômeno relacional com o outro “pensarfazer-currículo-para-o-outro-sem-o-outro para se pensarfazer-currículo-com-o-outro" (Macedo, 2013, p. 8). Tendo em vista, a reflexão da própria experiência e formação.

Nesse contexto, a cibercultura se apresenta sob a ótica de um praticante cultural imerso no dia a dia, acompanhando ativamente as práticas e produções culturais relacionadas à temática indígena e educacional, especialmente aquelas relacionadas a conteúdo de áudio. Essa abordagem visa incentivar os próprios praticantes culturais a expressarem suas autorias.

Conforme Alves (2003), estabelecer diálogos com os atores cotidianos, considerando suas narrativas, sejam elas de caráter coletivo ou individual, possibilita uma compreensão mais profunda das formas de viver. Isso, por sua vez, nos permite compreender como o cotidiano se relaciona com a cultura e, mais precisamente, como ocorre a criação de eventos culturais nos contextos em que vivemos e nos educamos.

Na esfera da etnocomunicação, concebemos como um processo de criação de dispositivos (Ardoino, 1998), no contexto desse procedimento associado às batalhas enfrentadas na comunicação e educação no cotidiano das comunidades dos povos originários amazônicos, historicamente marginalizados e ainda a sofrer as consequências negativas da colonização, métodos de comunicação intrínsecos, que se originam e evoluem a partir da formação da própria identidade, da cultura e da herança ancestral.

Alguns exemplares de canais de podcasts e comunicadores do Xingu, são apresentados a perspectivas que nos permitem compreender e apreciar as riquezas culturais e as experiências de vida dos povos indígenas e tradicionais. Essas vozes utilizam práticas ciberculturais e decoloniais para construir novas referências, como exemplificado pelos canais "Copiô, Parente!" e "Xingu: Terra Marcada". Eles desvelam não apenas a cultura, mas também as lutas e desafios enfrentados por essas comunidades.

As narrativas das vivências nas plataformas de podcast acima mencionadas integram o procedimento de criação de conteúdo, com a interligação dos povos, dos locais e das redes que desempenham um papel fundamental nessa pesquisa. Isto porque ainda procuramos estabelecer nossos critérios de acordo com as formulações e conceituações científicas do campo.

Assim, acreditamos ser fundamental ouvir e considerar as proposições levantadas pelos comunicadores indígenas com os quais vamos trabalhar in lócus sobre os quais vamos desenvolver nossa pesquisa.

Nossa postura, se justifica por acreditarmos que tais discussões devem ser formuladas com o olhar mais decolonizador possível. Neste sentido, nada nos parece mais justo levar em consideração aquilo que os povos originários possuem como saber ancestral.

Diante disso, a pesquisa está na fase de um levantamento bibliográfico e documental, da cultura indígena no mapeamento de dados para a criação do canal de podcast que se inspire nesses exemplos e perspectivas, de canais citados anteriormente, que se concentre na preservação e promoção da rica herança cultural dos povos indígenas.

Através desse dispositivo, a intenção é compartilhar histórias, tradições e conhecimentos transmitidos ao longo de gerações, com o intuito de aumentar a conscientização e o entendimento sobre essas culturas. Além disso, colaborar com as comunidades indígenas, estabelecendo parcerias e promovendo suas vozes, a fim de fortalecer sua presença no cenário digital e na sociedade em geral. Nossa intenção é que esse canal se torne uma plataforma de respeito, aprendizado e celebração da diversidade cultural e do patrimônio indígena.

Por fim, para dar início a esta pesquisa, realizamos uma visita à comunidade indígena e à escola, com o propósito de estabelecer o primeiro contato com os professores. Durante essa visita, exploramos não apenas a estrutura física da escola, mas também tivemos a oportunidade de conhecer de perto os educadores e alunos, estabelecendo as bases iniciais para nosso estudo, identificamos um interesse genuíno em utilizar o podcast como um meio para divulgação cultural. Através de entrevistas e discussões iniciais, observou-se que muitos deles compartilham uma paixão pela preservação das tradições e uma preocupação em transmitir esses valores às gerações futuras.

Os resultados esperados em relação ao uso do podcast para divulgação da cultura incluem:

a) aumento da visibilidade da cultura indígena: espera-se que a criação de conteúdo em formato de podcast permita aos professores ampliar a divulgação da cultura indígena não apenas dentro da comunidade, mas também para um público mais amplo, contribuindo assim para a preservação e apreciação de sua rica herança cultural.

b) Engajamento da comunidade indígena: antecipa-se que o podcast sirva como uma plataforma de engajamento da comunidade indígena, incentivando a participação ativa e o interesse das pessoas em aprender mais sobre suas tradições e história.

c) Maior conexão entre gerações: espera-se que o podcast facilite a comunicação entre as gerações, permitindo que os jovens aprendam com os mais velhos e, ao mesmo tempo, compartilhem suas perspectivas e contribuições.

Estes são alguns dos resultados esperados no que diz respeito ao uso do podcast para divulgação da cultura indígena, e a pesquisa visa avaliar o impacto real desse processo.

Ao retomar a questão central deste artigo sobre como promover atos etnocurriculares na educação escolar indígena, enfatizando o empoderamento e a preservação cultural por meio das tecnologias de áudio, torna-se evidente que os exemplos apresentados pelos canais de podcasts "Copiô, Parente!" e "Xingu: Terra Marcada" não apenas divulgam as riquezas culturais, mas também destacam os desafios e lutas enfrentados por essas comunidades. Assim, a integração dessas tecnologias no contexto educacional indígena não só promove atos etnocurriculares, mas também, capacita culturalmente permitindo o compartilhamento de histórias e experiências significativas.

Contudo, o propósito é explorar o etnocurrículo (Macedo, 2004), as etnomídias indígenas (Zenha et al., 2022) e destacar as oportunidades apresentadas pelo uso das tecnologias digitais em contextos de rádio e áudio, especialmente o potencial do podcast, devido à sua acessibilidade e capacidades na oralidade.

Notas de la ponencia:

[1] Território constituído por povos indígenas com linguagens distintas: Tupi (Asuriní do Xingu, Araweté, Parakanã, Juruna, Xipaya e Kuruaya), Macro-Jê (povos Xikrin e Kararaô) e Karib (povo Arara). Atualmente parte destes povos vivem em terras Indígenas, outros no “beiradão” dos rios Xingu e Iriri e parte reside na cidade de Altamira. É possível que ainda haja pequenos grupos em isolamento voluntário na região do interflúvio Xingu-Bacajá e na Terra do Meio (Indigenista…2013).

[1] O podcast é uma tecnologia que nasce da junção dos termos ipod (dispositivo da Apple de reprodução de áudio) e broadcast (palavra em inglês que significa "transmissão") (Freire, 2017).

Bibliografía de la ponencia

REFERÊNCIAS

 

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