PARA ALÉM DA ESTÉTICA: UMA ANÁLISE DA SIMBOLOGIA DO CABELO NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA NAS REDES SOCIAIS DA INTERNET.

SP.68: Raza, cuerpos y micro/cosmopolíticas en performances situadas

Ponentes

Nombre Pertenencia Institucional
GILMARA GABRIELLE GOMES SANTOS Uema- Universidade Estadual do Maranhão

1.     Introdução

Os cabelos estilo black power, as tranças, os turbantes, os dreadlocks e os diversos pentados que compõem a estética capilar de referência afro  [1] são considerados por muitos como um símbolo da identidade negra. Os movimentos sociais, com destaque para os movimentos que debatem a negritude, estão em espaços não digitais e digitais como redes sociais no Facebook, Instagram, YouTube, blogs, fes com que se questionasse sobre a importância do cabelo preto e sua representatividade.

Nesse contexto, o objetivo principal é fazer uma breve análise de como a estética capilar se torna uma ferramenta de afirmação da identidade, refletindo sobre o processo de construção da identidade e como a estética capilar está inserida nessas discussões. Nosso objetivo também é fazer um breve mapeamento de como o simbolismo do cabelo se expande ao longo do tempo à medida que os grupos estabelecem relações entre si para promover uma discussão crítica a partir do cabelo e dos dois estigmas que cercam o cabelo cacheado/cacheado.

A metodologia da pesquisa consiste em um levantamento bibliográfico sobre o tema: identidade, movimentos internacionais e nacionais com ênfase nos movimentos negros no período de 1960 a 2000 que debatem a importância do cabelo preto dentro de dois movimentos sociais; Resumo histórico da estética afrorreferenciada e observação de mídias sociais como Facebook, YouTube, Instagram e blog.

As páginas pesquisadas na internet foram, Blogueiras Negras (sd), Afrocultura (sd), Cacheadas em Transição (sd); dois documentários no YouTube: Estética e Cabelos Afros: espelho, espelho meu! produção de Adriele Moreno, postado no canal Ayódelê Oduduwa (2011), ou filme no YouTube Das Raízes às Pontas dirigido por Flora Egécia e produzido por Bianca Novais, Maurício Chades e Flora, postado no canal estúdio cajuína (2021), forams contas escolhidos para Complementaremos esta análise.

Os conteúdos selecionados para observação na Internet são páginas que se destacam nas redes digitais a partir de números de imagens, visualizações e temas presentes nas páginas, dois documentários e filmes que têm como tema principal a estética capilar afrorreferenciada.

2     Desenvolvimento

Para iniciar este artigo, é importante entender desde o início como se dá o processo de construção de uma identidade e sua relação com a percepção da imagem que uma pessoa e um grupo tem em uma relação fora do convívio social.

 

Uma identidade não é algo dado, que se verifica, mas uma condição forjada a partir de determinados elementos históricos e culturais, a sua eficácia como factor instrumentalizador do momento e será tanto maior quanto mais estiver associada a uma dimensão emocional da vida social ( NOVAES, 1993.p.24-25).

 

O antropólogo Fredrik Barth, que antecedeu Novaes (1993), dedicou-se aos estudos sobre identidade a partir do conceito de grupos étnicos. Considerando a definição geral de grupos étnicos como:

1. autoperpetuando-se em grande parte do ponto de vista biológico; 2. partilhar valores culturais fundamentais, concretizados de forma manifestamente unitária em determinadas formas culturais; 3. constitui um campo de comunicação e interação; 4. É um conjunto de membros que são identificados por outros, como constituindo uma categoria distinguível de outras categorias da mesma ordem. (BARTH, 2000. p. 27).

 

Portanto Fredrik Barth entende a identidade étnica a partir da cultura, entendendo-a como dois elementos importantes no processo organizacional de dois grupos. Barth (2000, p. 29) cita que “é muito vantajoso considerar esta importante característica como uma consequência ou resultado em vez de tomá-la como um aspecto primário ou definidor da organização de dois grupos étnicos”.

É a partir da organização de dois grupos que o autor aprofundará sua análise. Barth (2000, p. 32) afirma que “há um sentido organizacional, quando os atores tendem a ter um propósito de interação, eles usam identidades étnicas para categorizar e categorizar outros, eles começam a formar grupos étnicos”. Apesar das características étnicas, tendemos a levar em conta as diferenças culturais, não podemos presumir uma simples relação de correspondência entre unidades étnicas.

É a esse sentido organizacional, a que se refere Barth, onde os grupos buscam elementos culturais significativos para marcar diferenças como o Outro, formando assim “sinais manifestos” ou “características diacríticas”.

 

(i) os sinais e sinais manifestos, que constituem as características diacríticas que as pessoas procuram e exibem para mostrar a sua identidade, são frequentemente características como o vestuário, a língua, o formato das casas ou o estilo de vida geral; (ii) orientações avaliativas básicas, ou seja, os padrões de moralidade e excelência pelos quais as performances são julgadas. Uma vez que pertencer a uma categoria étnica implica ser um certo tipo de pessoa e uma certa identidade básica, isto implica também afirmar ser julgado e julgar-se de acordo com os pais que são relevantes para tal identidade (BARTH, 2000, p. 32). 

O antropólogo Roberto Cardoso de Oliveira, que segue a mesma linha de pensamento de Barth ao refletir sobre a identidade étnica, afirma que a identidade contrastiva se constrói na essência da identidade étnica. Cardoso de Oliveira (1973, p. 5) afirma que a identidade étnica não é constituída “por outras duas. Quando uma pessoa ou um grupo é afirmado como tais, ou faz como meio dá diferenciação em relação a alguma pessoa ou grupo com o qual está defrontam.”

Nesse sentido, a relação de contato entre diferentes grupos étnicos e a imagem que o próprio grupo tem do outro podem ser analisadas por meio de conflitos, não apenas entre diferentes grupos, mas também dentro do próprio grupo que constrói suas categorias. Para Carneiro da Cunha (2018, p. 236) a etnia foi pensada em termos biológicos, mas a noção de cultura foi substituída pela raça, porque foi transferida para a noção de cultura com uma retificação semelhante à raça. Assim foi inventado o conceito de aculturação, onde a cultura poderia ser adquirida, inculcada e não dada biologicamente, mas também poderia ser perdida.

A principal análise de Manuela Caneiro da Cunha, que veio depois de Barth e Cardoso de Oliveira, foi trabalhar as relações de contato entre diferentes grupos nas diásporas, com ênfase na compreensão da situação colonial e na construção da nacionalidade. A cultura desempenha um papel central nas relações contrastantes, mas não nas simples correspondências, porque nela envolve toda a sua complexidade.

Este foi um problema de quantos países decidiram construir uma nacionalidade. Na luta de África pela independência e pelo pós-colonialismo, a etnicidade foi vista como um obstáculo à constituição de uma noção moderna, e o chamado “tribalismo” foi acusado de dificultar a sua construção. Este argumento foi agora encontrado e sugere uma ligação profundamente enraizada entre cada homem e a sua cultura moderna. A cultura, tal como o complexo de Édipo e outros pecados originais, teve de ser redimida. Foi-lhe creditada a influência benéfica das cidades, onde a vida era governada principalmente por laços contratuais. Desde que se descobriu que não só o chamado “tribalismo” não desapareceu nas cidades africanas modernas, pelo contrário, foi exacerbado. Ou seja, ao agir em Roma como os romanos, nunca se esteve tão apegado às tradições culturais como na diáspora (CARNEIRO DA CUNHA, 2018, p. 236).

As diferentes formas de manipulação capilar como coques, turbantes, dreadlocks e outros elementos que compõem a estética capilar em diferentes partes do continente africano, ganham significados adicionais nas diásporas. Em todo lugar que tem a presença de africanos e seus descendentes, esses signos conferem uma estética com conotações diferentes. Entretanto, seguindo Manuela Carneiro da Cunha, que o significado primário de um signo tem diferentes funções nas diásporas

(...) O significado de um signo não é intrínseco, mas função do discurso em que está inserido e da sua estrutura. A construção da identidade étnica estrangeira inclui também a chamada tradição, elementos culturais que, ao parecerem idênticos a si mesmos, escondem o facto essencial de que, fora de tudo o que foram criados, o seu significado foi alterado. Por outras palavras, a etnicidade enfrenta a tradição e a ideologia para transmitir ela própria aos outros; A face da tradição é um mito na medida em que os elementos culturais que se tornam “outros”, devido ao rearranjo e à simplificação a que estão submersos, precisamente para se tornarem diacríticos, são eles próprios sobrecarregados de significado. Extraídos de seu contexto original, adquirem significados que transbordam das primitivas (CARNEIRO DA CUNHA, 2018, p. 239)

Diante disso, autores que pensam a identidade negra, destacam que o cabelo e o corpo podem ser pensados ​​pela cultura, sendo caracterizado como símbolo da identidade negra, Nilma Lino Gomes destaca que:

Nesse sentido, os cabelos cacheados e o corpo negro podem ser considerados como suportes expressivos e simbólicos da identidade negra no Brasil. Juntos, possibilitamos a construção social, política e ideológica de uma expressão criada na comunidade negra: a beleza negra. Portanto, não podemos ser considerados simplesmente como dados biológicos. A identidade negra é entendida como um processo historicamente construído numa sociedade que sofre com o racismo ambíguo e o mito da democracia racial. Como qualquer processo identitário, ele não se constrói no contacto com o outro, no contraste com o outro, na negociação, no conflito e no diálogo. (GOMES, 2016, p. 42)

Para Nilma Lino Gomes, os estudos sobre miscigenação no Brasil alimentam o mito da democracia racial – que supostamente tem uma harmonia entre brancos, indígenas e negros –, a autora considera que as características físicas são dois argumentos utilizados para a inferiorização dos negros.

Este poder regulador da raça biológica no contexto do racismo impulsiona um movimento contrário, no sentido de desmistificar tal ideologia e explicar o conteúdo racista de dois argumentos biológicos (...) à raça e aos outros sinais diacríticos são re- significado e recodificado politicamente. As categorias de cor passam a ser critérios de inclusão (como é o caso dos limites raciais), e não de exclusão. O corpo negro ganha uma releitura política, afirmativa e identitária. (GOMES, 2016, p. 99). 

Nessa discussão, há outra linha de pensamento que não foi analisada pelas ciências sociais, aquela de pensar a identidade negra a partir da consciência política do grupo, que é a consciência negra. Os textos de Steve Biko, dois principais autores que definem o conceito de consciência negra, tiveram uma influência importante nas lutas contra o apartheid na África do Sul e nos EUA nas décadas de 1960 e 1970.

O objectivo de Steve Biko não era limitar o processo de identificação baseado na biologia, mas sim a percepção negra de se unir num grupo e agir contra o colonialismo que ocorria tanto na África do Sul como no estrangeiro. Portanto, antes de definir a consciência negra, o autor primeiro define o que é ser negro.

No nosso manifesto político definimos os negros como aqueles que, por lei ou tradição, são discriminados pela polícia, económica e socialmente como um grupo na sociedade sul-africana e que se identificam como uma unidade na luta pela realização das suas aspirações. (BIKO, 1990, p. 75).

Essa definição representa outro significado para a nomenclatura “negro”, que anteriormente estava vinculada ao conceito de “raça” que era definido com base no fenótipo. Steve Biko não desconsidera completamente a fisionomia, mas dá um novo significado à ideia de consciência negra.

Se alguém aspira ser branco, mas sua pigmentação ou impedimento, então esse alguém não é branco [...] Os negros – os verdadeiros negros – só aqueles que conseguem manter a cabeça erguida em desafio, em vez de se entregarem voluntariamente à sua alma ao branco [...] A consciência negra está na essência da percepção dos cabelos do homem negro e da necessidade de unir forças com sua força em torno da causa de sua atuação – a negritude de sua pele – e de atuar em grupo , para fim Liberaremos as correntes que os prendem ao serviço perpétuo. (BIKO, 1990, p. 76) 

A psicóloga Neusa Santos Sousa, em seu livro Torna-se Negro, reflete sobre aqueles que têm suas características “negróides” e compartilha a mesma história de desenraizamento, escrow e discriminação racial, e não automaticamente como uma identidade negra é criada. Para Sousa (1983. p. 77) ser negro é todas as características físicas e o compartimento de uma mesma história, tomar consciência do processo ideológico que através de um discurso sobre si mesmo, aprisiona o negro numa imagem alienada, bem como ser Preto é tomar posse desta consciência e suscitar uma nova consciência que reafirme dignidade e alheia a qualquer exploração. Sousa (1983. p. 77) enfatiza que ser negro não é uma condição dada, a priori, mas sim se torna, ser negro se torna preto.

Este artigo analisará os grupos que interagem e formam categorias próprias, em um contexto cultural específico que remonta a 1960 – como o movimento Black Power nos Estados Unidos –, ao Brasil das décadas de 1970 e 1980, como o Black Rio. Rio. de Janeiro acompanha as discussões sobre o cabelo preto como ferramenta política no Maranhão. O objetivo central é compreender como a estética capilar ganhou espaço dentro desses movimentos políticos.

2.1      A POLÍTICA DE IMAGEM.

O sociólogo Erving Goffman, em sua obra, investigou a manipulação da identidade a partir do estigma. Nesses estudos, o autor observa que a sociedade estabelece formas de categorizar as pessoas. Goffman (2008, p. 11) afirma que “os ambientes sociais estabelecem categorias de pessoas que provavelmente serão encontradas”. Ou seja, a estética capilar passará por um processo de categorização, onde se sabe intrinsecamente que o cabelo é liso e que está fora do cabelo que é diferente .

O contexto social e político em que surge entre os negros o costume de alisar os cabelos – esta postura representa uma imitação da aparência do grupo branco dominante e, frequentemente, indica um racismo internalizado, um ódio de si mesmo que pode ser suprimido baixa auto-estima. Durante a década de 1960, os negros que trabalharam activamente para criticar, desafiar e alterar o racismo branco tornaram-se obcecados pelo cabelo preto como um reflexo da mentalidade colonizada. (HOOKS, 2005, p. 2). 

O número de negros nos EUA é menor que o número de negros no Brasil. Segundo o portal de notícias online G1.com (2020) em 2020, as cidades negras nos EUA representam mais de 13% da população. A população negra do Brasil não é mais representada como mais do que qualquer outra coisa. Gomes (2017, p. 19) explica que o Movimento Negro tem papel fundamental no alerta para a reconstituição das mulheres negras e de duas pessoas negras, que representam 53% da população residente no país.

Mesmo entre a maioria da população, os negros enfrentam muitas barreiras causadas pelo racismo. Gomes (2017, p. 19) afirma que a luta não dá trégua embora hoje se reconheça que o racismo existe e que muitos negros ainda ocupam espaços sociais, políticos e acadêmicos, e ainda precisam avançar. Também é possível que pessoas negras sejam estigmatizadas na sociedade brasileira.

Figueredo e Cruz (2016, p. 36) destacam que na sociedade brasileira, marcada pela escravização, ou escravizado era visto como inferior e construído como o Outro, a partir de dois seus traços físicos, assim, a tipologia física do negro estava relacionada à inferioridade , deficiências e vários atributos negativos. Você tem o papel central de manipular a imagem preta para uma “melhor aparência”.

A relação entre o cabelo e uma “boa aparência” ou uma atitude de “ficar mais bonito” ocorre na medida em que o cabelo cacheado é considerado duro, feio e necessita, de alguma forma, de interferências para que fique melhor, para mudar sua aparência. Nesse sentido, existe a possibilidade de modificação da aparência física, por meio da manipulação dos cabelos (FIGUEREDO E CRUZ, 2016, p. 36-37).

A professora Maria Raimunda Araújo, mais conhecida como Mundinha, que foi idealizadora do Centro de Cultura Negra do Maranhão (CCN), em entrevista ao CPDOC/Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2004, diz que ter cabelos lisos para meninas negras era como como prêmio, mostrou que estavam passando da fase infantil para uma fase mais jovem e também diminuiu a dor de pensar nos cabelos cacheados.

Eu ainda alisava, meu Deus, todo mundo alisava o Cabelo. O melhor a fazer quando as pessoas deixavam as tranças não primárias e iam trabalhar, era levantar o sal para alisar os cabelos. Isso foi um prêmio. Nada mais que aquela dificuldade de fazer trança, meu cabelo, tive que chorar de forçar muito... uma novela. É lógico que fica satisfeito como meu cabelo alisado, gostava. Mas quando começou a adquirir essa nova consciência e também a negritude, ele não quis mais (ARAÚJO, 2020, p. 38). 

Pensar na relação entre cabelos crespos/cacheados e cabelos pretos passa por vários conflitos, tanto na relação entre cabelos pretos quanto em uma sociedade que segue o pai das referências europeias – que é vista como humanizada pelos cabelos lisos, olhos claros, seu pai e petróleo na sociedade, porque não tem nenhum estigma – como o conflito entre o negro e a sua própria imagem. A vergonha pode ser vista como motivo central para uma mulher negra alisar o cabelo e um homem negro cortar o cabelo curto.

A vergonha torna-se uma possibilidade central, que surge quando o indivíduo percebe que um de seus atributos é impuro e pode ser imaginado como não o carregando. A presença próxima dos normais provavelmente reforçará a revisão entre autoexigências e ego, mas na verdade o ódio de si e a autodepreciação podemos ocorrer quando somente e um espelho estão face a face (GOFFMAN, 2008, p. 17).

Contudo, Gomes (2019, p. 170) explica que o alisamento e o permanente-afro – que são apenas técnicas de manipulação de cabelos que visam imitar ou imitar.Branco, esses estilos de cabelo podem ser vistos como práticas culturais nas diásporas .

As críticas que cristalizam esses estilos na reprodução e imitação dos padrões estéticos brancos são, na realidade, compatíveis com uma visão antropológica ultrapassageira que outrora tentou explicar que as culturas negras da diáspora são produtos bastardos da “aculturação” unilateral (GOMES, 2019 , pág. 171).

Ou seja, apesar de o alisamento de dois cabelos revistados, ser por vezes imposto, fazendo com que o negro só se sinta mais humano na sequência da paternidade euro-referenciada, esta prática pode ser vista como um ritual simbólico e cultural que pode ser questionado, mas não Pode ser cristalizado afirmando que alisar os cabelos automaticamente torna o indivíduo mais branco ou deixar os cabelos castanhos ou enegrecidos.

Apesar de toda a complexidade de envolvimento e alisamento (muitas críticas foram e são feitas) o grande enquadramento foram os movimentos estéticos da década de 1960 nos EUA, como por exemplo o movimento Black Power, que foi mais do que um movimento estético, mas também foi um movimento político-social, que influenciou outros movimentos no Brasil, como o Black Rio no Rio de Janeiro e o Centro de Cultura Negra no Maranhão nas décadas de 1970 e 1980 e consequentemente os movimentos estéticos nas redes sociais na Internet a partir de 2000. .

Gomes (2019, p. 211) destaca que as décadas de 1960 e 1970 não apenas nos ajudaram a pensar estratégias políticas de combate ao racismo, mas também formularam diversas ideias que inspiraram jovens negros de outros países a problematizar os sistemas em que vivemos . Esses jovens negros estão construindo um novo modelo para se referir ao conceito político, social, cultural e estético da população afro-diaspórica, consubstanciado na expressão “Black Power”.

O Movimento Black Power, além de discutir discussões que são relevantes – como a efervescente discussão dos direitos civis nos Estados Unidos, liderada por Martin Luther King – também está associado a um estilo de cabelo, ou “Black Power Hair”, que Rejeita o suaviza o padrão estético europeu e se apropria de uma estética afro-referenciada. O cabelo Black Power ou cabelo crespo era visto como um estilo de cabelo político, pois era um cabelo natural com corte arredondado para dar volume e forma ao penteado .

No Brasil, esse modelo de discussão teve início no final da década de 1960 e início da década de 1970 e ganhou força, principalmente, nos bairros operacionais da Zona Norte do Rio de Janeiro. Em relação ao discurso do Movimento Black Power no Brasil, Xavier de Oliveira descreve:

A soul music integra parte importante da música brasileira da época e modifica o jantar cultural carioca. Como parte das atividades de lazer de dois finais de semana na periferia da cidade, as danças soul eram geralmente realizadas em clubes sociais recreativos e blocos de escolas de samba, cujo público eram grupos de trabalhadores e uma emergente classe midiática. O discurso do Black Power, em particular, encontrou apenas um lugar fértil para se manifestar, estabelecendo uma nova agenda para o movimento negro no Rio. Ao mesmo tempo, nestas danças foram desenvolvidas estratégias alternativas para a construção de um estilo particular, através de diferentes exercícios identitários. (XAVIER OLIVEIRA, 2015, p. 79). 

Este Movimento é conhecido como “Rio Negro”, e tem como objetivo construir e afirmar uma identidade negra, que se posicione contra o mito da democracia racial. Xavier Oliveira (2015, p. 190) afirma que o Rio Negro, ou Alma Negra, propõe novos modelos de representações socioculturais e políticas e inclui uma atitude intensa das equipes de som que organizaram movimentos em torno de duas danças negras na década de 70.

Nos anos 70, a soul music invadiu o Brasil e os negros assumiram cabelos estilo “Black Power”. Posteriormente, acontecimentos como a Noite da Beleza Negra realizada pelo Ilê-Aiyê em Salvador e Agbara Dudu no Rio mostram o alcance da concepção estética revolucionária, na medida em que fixa a alienação negra centrada no pai branco da beleza imposta por a indústria cultural (SILVA, N., 1993. p. 43). 

Em São Luís (MA), conforme discutido nos anos de 1970 e 1980, por Maria Raimunda Araújo (Mundinha), que relata que a ida para o Rio de Janeiro no final da década de 1960 a influenciou a parar de alisar ou pentear e assumir “ cabelo natural”, está acontecendo por conta do movimento Black Rio e das discussões sobre o Black Power.

Por ser novidade, você também queria deixar o cabelo natural. Não foi este ano, não estava lá. Só sei que já está na hora, mas não era o final dos anos 1960, que já existia o movimento negro carioca, que na zona norte estavam todos lá com aqueles cabelos enormes, lá passaram por mim e se cumpriram... Breve. Eu vi, aí comecei a ver que realmente tinha relação com uma comunidade (ARAÚJO, 2020, p. 34). 

Para conhecer o Maranhão, Mundinha afirma como foi difícil conseguir óleo de parte da família e nas ruas de São Luís, por ter assumido o cabelo black power, soa quase triste e desaprovadora.

Mas ela disse: “Mas Maranhão não...” Porque ela parou no Rio e ficou três meses, porque o professor ficou três meses lá. Quando você devolve o cabelo, ele já estava no seu rosto. Isso foi um choque. Acabei sendo a primeira mulher negra a usar o cabelo tão natural (...) Me chamou a atenção o fato dela ter sido agredida, e ela me mostrou na rua: “Mulher, cadê você?” “Aquele é Toni Tornado?” Preciso saber que ano que vem o Toni Tornado aparece no festival com cabelo black power, porque ele sou eu do Toni Tornado (ARAÚJO, 2020, p. 34).

A estética capilar desempenha um papel importante no processo de construção da identidade negra, não apenas os cabelos black power, como outros pentados que se popularizaram em outras partes das diásporas influenciadas por movimentos estéticos, por exemplo dreadlocks, tranças ou uso de turbantes entre outros penteados que têm o propósito de valorizar a beleza negra.

2.1.1       Estética afrorreferenciada na diáspora.

A estética africana tem um papel fundamental no que diz respeito à representação e referência nas diásporas. Assim, pode-se afirmar que a estética capilar não é apenas social, mas também capacidade de comunicação.

O Cabelo funciona como condutor de mensagens na maioria das sociedades da África Ocidental. Muitos membros dessas sociedades, incluindo Wolof, Mende, Mandingo e Iorubás, formaram-se e seguiram para o Novo Mundo. As culturas ou o cabelo de Nessa eram parte integrante de um sistema linguístico complexo. Desde o surgimento da civilização africana, o estilo de cabelo tem sido utilizado para indicar estado civil, origem geográfica, identidade, religião, identidade étnica, riqueza e posição social das pessoas. (GOMES, 2019, p. 332)

Pensar o cabelo como agente comunicativo ou como elemento de linguagem, que se comunica no campo social e simbólico, torna-se um exercício intelectual interessante, visto que a estética capilar é utilizada para identificar a nação, o estado civil e a posição social da pessoa. e a mulher negra tinha /tem no continente africano, e também nas diásporas, portanto nas diásporas – no continente africano, nossas localidades são afetadas pela colonização – a conservação do significado primário da estética capilar não é preservada por muitas gerações , mas acaba ganhando novos significados .

A historiadora social Celia Silva destaca que a cabeça, principalmente os cabelos cacheados, se configura na comunicação corporal por meio de penteados afros que são considerados apenas manifestações artísticas. Célia Silva (2020, p. 22) afirma que “são memórias ancestrais, próximas, familiares, cotidianas e também religiosas”.

A imagem no topo identifica 9 homens negros com estilos de penteados, adereços, cortes de cabelo, tranças e pinturas no rosto diferentes entre si. Nessa obra, a artista mostra que cada penteado, as marcas no rosto e os adereços eram formas de identificar as nações, a posição social e o mesmo tipo de trabalho que cada homem exerce .

Gomes (2019) confirma que estética, política, identidade, mercado e moda são indissociáveis ​​e mantêm uma relação complexa. A seguir serão apresentados alguns dos símbolos mais populares da estética negra e seu papel não apenas nos movimentos sociais como também seu significado ancestral, espiritual, estético e político.

·          Cabelo estilo Black Power .

Popularizada nas décadas de 1960 e 1970, a militância negra, o cabelo preto ou afro, como é popularmente conhecido, tem corte redondo e sem pedaços, símbolo maior de representatividade da filósofa e ativista Angela Davis.

·          Dreadlocks.

Assim como o cabelo black power é representado como símbolo de resistência, sua referência é inspirada no povo Himbas na África e no povo Saddus na Índia, segundo Vieira (2015). Mas sua popularização se deve ao cantor e compositor Bob Marley.

·          Tranças

Rafaela Xavier acrescenta que há registos de acontecimentos de Kemet (antigo Egipto), nas estátuas dos faraós e nas pinturas retratadas nas paredes, existindo também registos em diversas nações africanas, como os Mangbetus, Massai, Mbalantu, Wodaabe e comunidades linguísticas iorubá que foram atraídas à força para o Brasil e que inspirarão as tranças nagô.

·          Turbantes

O turbante também tem um significado estético, político, religioso e de afirmação de identidade. Sua origem é incerta, algumas fontes afirmam que o Oriente Médio foi influenciado pela fé islâmica, mas acredita-se que o turbante chegou ao Brasil através de dois africanos.

1.1.1.1       Serve como símbolo de resistência e representação na internet.

Os movimentos sociais em geral na Internet surgiram devido à instabilidade financeira e social, especificamente na década de 2000. É importante afirmar que os movimentos sociais no ciberespaço não apenas dão origem à pobreza, mas também dão esperança para uma possível mudança na função de exemplos de revoltas bem-sucedidas em outras partes do mundo, ou que inspiraram esses movimentos através de imagens e mensagens na Internet.

Gomes (2017, p. 94) destaca que os espaços das redes sociais na internet, como discutido, serão mulheres, principalmente jovens cabelos, mulheres e homens negros ocupando espaços nos canais do YouTube e Facebook a partir da segunda década do ano 2000, transformando as análises sobre os cabelos em dois elementos centrais da reflexão científica, utilizados para transmitir mensagens de beleza ou para politizar sua relação com o mundo.

Porém, mídias sociais alternativas como o uso da Internet através de Sites, Facebook, Whatsapp, MSN e Skype se apresentam como forma alternativa de comunicação e organização dos movimentos sociais negros diante da negatividade e da falta de vinculação entre imagem e valores culturais. do preto na grande média. As dinâmicas sociais que cercam as redes sociais promovem atualmente novas possibilidades de relacionamento, informação e conhecimento desenvolvidas pelos movimentos sociais negros na atualidade. Dessa forma, as novas conexões virtuais configuram-se numa estratégia social de organização e compartilhamento de experiências e informações como um movimento emancipatório de valorização e combate às desigualdades, não que se refira ao conhecimento sobre a comunidade negra (BARRETO, CECCARELLI e LOBO, 2017, p.10).

As redes sociais eleitas para Facebook, Instagram, YouTube e blogs com temática capilar, priorizando discussões em torno de estética negra, crespo/cacheados, penteados afrorreferenciados e identidade negra/consciência negra. Como vocês observaram foram, Black Bloggers (site), Cacheadas em Transição (comunidade no Facebook), Afrocultura (facebook e Instagram), dois documentários e um filme no YouTube.

·          Blogueiros negros

Dentre os sites observados destaca-se o blog BLOGUEIRAS NEGRAS (sd), criado em 8 de março de 2013, onde tem como objetivo inicialmente traçar referências de mulheres afrodescendentes e daquelas que se identificam com o feminismo e a luta antirracista das mulheres negras. mulheres . Ao longo de nove anos, o site se tornou uma comunidade online com mais de 1.300 mulheres que utilizam esse meio de comunicação para produzir um conjunto de informações, com textos originais focados não apenas nas mulheres negras e afrodescendentes, mas também nas questões de gênero e corrida. .

·          Pesquisas comunitárias em transição

A primeira comunidade na internet observada, foi criada em 2012, é uma comunidade no Facebook chamada Cacheadas em Transição, tem cerca de 242 mil membros, todos são mulheres que estão passando ou estão passando por transição capilar, essa comunidade como mulheres tracameras de cuidado e Também apoia um grupo exclusivamente feminino e online, ou que se configure em uma rede de apoio capaz de incentivar as mulheres a não desistirem da transição capilar.

·          Afrocultura (instagram e facebook)

O segundo foi um grupo, criado em 2015, na cidade de São Luís (MA), chamado Afrocultura. Formado por mulheres e homens com o objetivo de fornecer informações sobre como tratar cabelos crespos, penteados, trançados e como fazer penteados com turbantes. À medida que as discussões sobre afrocultura vão além da estética, também traçamos, refletimos sobre a construção e o fortalecimento da identidade negra. Sua atuação é online através do Facebook e Instagram, mas também realiza encontros presenciais. Portanto, com a pandemia do coronavírus em 2020, as atividades que você presencia estão suspensas.

·          Filme: Das Raízes às Pontas.

O filme Das Raízes às Pontas entrevista diversas crianças, com destaque para Luiza, de 12 anos, que se orgulha de seus cabelos cacheados, e mulheres e homens de diversas idades para mostrar o papel dos cabelos cacheados como elemento de empoderamento negro e como ato político contra imposições estéticas. O tema principal do filme é o questionamento dos pais da beleza, que apenas 56 impostos dão lugar cada vez mais à afirmação dos cabelos cacheados como dois elementos fundamentais da identidade negra.

·          Documentário 1: O Teu Cabelo Não Nega (2017)

Produzido por Gabriela Rocha, dialoga com diversas mulheres negras em seu processo de construção de identidade política a partir da transição capilar. Este documentário foi filmado na calçada da Avenida Paulista no Centro Cultural de São Paulo, em 2016, onde diversas mulheres que possuem atuação política em blogs, comunidades no Facebook e Instagram, foram pelas ruas com letras para fortalecer a estética afro como símbolo de identidade negra e resistência. A marcha é conhecida como Marcha do Cabelo Crespo, que teve sua primeira edição em 2015 e segunda edição em 2016.

·          Documentário 2: Sobre Estética e Cabelo: Espelho, Espelho Meu! (2011)

O primeiro documentário observado foi Sobre Estética e Cabelos Afros: Espelho Espelhos Meu! (2011), produzido por Elton Martins, conta com a participação principal do historiador Antônio Cosme, que explica como as expressões identitárias, como os cabelos estilo “Black Power”, as tranças e os dreadlocks fazem parte do processo de construção da identidade negra, está contrapondo a cultura do cabelo liso. Este documento conta com a participação de mulheres, jovens, adultos, crianças e crianças que contribuem para a narrativa do documento. O objetivo do documentário é refletir sobre a referência afroestética na formação da identidade negra, da consciência negra e da autoestima das pessoas negras no Brasil.

Essas novas conexões virtuais abrirão espaços para um processo de identificação da comunidade negra através da falta de representações positivas nos meios de comunicação de maior audiência, como nas TVs, nas propagandas, nos filmes, nas novelas, etc. ou que vários negros se deslocaram para ocupar o ciberespaço como forma de democratizar e diversificar esse espaço, dando sentido aos pais socialmente estabelecidos.

Apesar da Internet se apresentar como o espaço mais democrático e de diversidade de ideias, os ativistas negros ainda relatam que nenhum ciberespaço, a cultura branca e eurocêntrica ainda está fortemente representada na Internet. Em 2019, internautas10 em fóruns de redes sociais, principalmente fora do Twitter, relatam buscas no Google11. Na matéria de O Globo, portal de jornalismo digital, afirma que o sistema de busca do Google por cabelos feios estava relacionado aos cabelos cacheados/cacheados e a busca por cabelos bonitos estava relacionada aos cabelos lisos.

A referida revista relata que especialistas assumem que o sistema de busca do Google não faz julgamento de valor, esta ferramenta busca imagens em páginas que contenham as palavras da busca, ou seja, os comentários nos sites e nas plataformas digitais fazem referências ao belo Cabelo liso e cabelo cacheado/cacheado feio. O mesmo acontece quando se pesquisa “tranças”, que contém imagens de mulheres brancas usando transe como bonito e mulheres negras usando transe, é relacionado como “feio”.

Como as lutas dentro e fora do ciberespaço são contínuas, porque os conflitos gerados pelo estabelecimento de uma mãe solteira com referência branca, ainda estão presentes tanto nos nossos espaços não digitais como nos nossos espaços digitais. Pela importância do compartilhamento de informações e da expansão em rede das comunidades negras para a gestão e problematização dos discursos que estão sendo gerados na mídia, eles aparecem em TVs, rádios, anúncios com imagens, espaços digitais, etc.

     Conclusão

 Ao longo desta pesquisa foi possível refletir sobre as teorias que cercam a construção da identidade no campo social, através da interação entre grupos étnicos e da consciência política de dois grupos . E verifique se os cabelos cacheados/cacheados, as tranças, os dreadlocks, os cabelos alisados ​​(sem desconsiderar suas ambiguidades), os turbantes, etc. Eles desempenham um papel fundamental num complexo processo de afirmação identitária, ora estigmatizados por um segmento dominante da sociedade brasileira que teme referências eurocêntricas, ora utilizados para reforçar as lutas que entendem a estética negra como uma marca cultural de resistência que reforça a sua ancestralidade. (ainda sofreu) diversas tentativas de extinguir as marcas do racismo.

Da mesma forma, na década de 1960, à medida que as discussões sobre o cabelo preto começaram a ganhar força, começaram os movimentos sociais nos Estados Unidos, como o Black Power e os outros movimentos que refletiam sobre o lugar dos negros na sociedade americana. Logoessas discussões sobre o cabelo começaram no Brasil, a partir do movimento Black Rio no Rio de Janeiro, com o Centro de Cultura Negra no Maranhão a partir de dois anos de 1970 e com a ocupação de dois espaços digitais a partir de dois anos de 2000 com uma discussão sobre ou cabelo _

A ocupação da internet por dois movimentos sociais que debateram essa construção da imagem negra na sociedade brasileira a partir de 2000 ganhou um novo significado, pois se observou que a internet poderia ser um lugar onde os negros pudessem se reunir em comunidade e refletir de forma orgânica sobre as questões pertinentes ao negro de forma mais ampla. Assim, o ciberespaço foi configurado em um local diversificado onde os negros podiam discutir diversos assuntos sobre si mesmos.

Pela mesma razão que a Internet se mostra como um espaço de diversidade onde os negros são um lugar livre para conversar e conviver uns com os outros, pois as lutas dentro e fora do ciberespaço continuam, porque os conflitos gerados pelo estabelecimento de um pai solteiro com referência branca Está fortemente presente em determinados espaços.




Notas de la ponencia:

[1] Referências sociais, técnicas antigas e estéticas de manipulação capilar que só são encontradas em algumas partes do continente africano, mas não significam mais nas diásporas africanas.

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