Os efeitos sociais do "Corredor Carajás" sobre os povos indígenas do Maranhão e do Pará: Um exercício com a etnografia de documentos

SP.66: Povos indígenas e comunidades tradicionais: desafios da violência em conflitos territoriais e socioambientais no século XXI

Ponentes

Nombre Pertenencia Institucional
Anna Carollina da Silveira Frazão Universidade Estadual do Maranhão

Creditos Adicionales

Nombre Pertenencia institucional Pais
Anna Carollina da Silveira Frazao Universidade Estadual do Maranhão Brasil

INTRODUÇÃO 

O campo de estudo concentra-se em documentos selecionados e disponibiliza os acervos do Centro de Trabalho Indigenista e do Instituto Sócio Ambiental. O arcabouço teórico que orienta a análise de dois dados de pesquisa com base em pesquisa documental e bibliográfica. Gostaria de destacar a significativa contribuição de Dave Treece, cujo trabalho sobre a implantação de megaempreendimentos no Maranhão e no Pará foi fonte primária para este estudo, oferecendo análises detalhadas sobre o tema em foco e sendo um recurso essencial na construção deste trabalho para concluir o Curso. Almeida foi fundamental na compreensão das territorialidades específicas e do fenômeno dos refugiados relacionados ao desenvolvimento, fazendo uma análise aprofundada da relação entre a implementação de megaprojetos no contexto das comunidades e territórios dos povos tradicionais. A partir de Bourdieu pude refletir sobre os procedimentos da pesquisa, a violência simbólica dentro do processo, as dificuldades na construção de relações de confiança na construção do objeto de pesquisa. Com Bachelard pude compreender como destrinchar as primeiras experiências e desmistificar o objeto de pesquisa. Geertz, para entender a alteridade etnográfica e o trabalho de campo, muito 1 Decreto n 6.040, de 7 de fevereiro de 2007. Como contribuições de Acevedo e Cruz direcionam a pesquisa para uma compreensão mais profunda de dois conflitos relacionados às territorialidades no contexto do Corredor de Carajás, especialmente durante a implantação de megaprojetos, como a construção da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, localizada na Bahia c. Esses materiais são de extrema importância para a realização da etnografia de documentos e para uma compreensão mais abrangente dos impactos sociais desses empreendimentos. A princípio, o foco recai sobre a etnografia, onde o acervo etnográfico de documentos é contextualizado como metodologia desta pesquisa. O segundo momento ou foco é o Programa Grande Carajás, refletindo a partir de um panorama aberto dois investimentos realizados para viabilizar este megaprojeto. Detalhou o contexto histórico, econômico e político que abriu caminho para a concretização deste empreendimento, estabelecendo argumentos para discussões posteriores. Não há um terceiro capítulo, o foco está voltado para a revolta de dois indígenas atingidos pela construção da Rua Ferro Carajás. Há uma análise criteriosa para identificar e entender quais grupos são diretamente impactados por esta iniciativa, proporcionando uma abordagem específica às comunidades afetadas. ETNOGRAFIA: DESCRIÇÃO DE CULTURAS E ETNIAS Há uma separação entre os pesquisadores viajantes que observam as comunidades e os antropólogos que, a partir da experiência da viagem, escreveram suas teorias, os chamados antropólogos de gabinete, porque não entramos nos espaços de pesquisa, Mal estudamos o objeto a partir da experiência compartilhada por terceiros. A etnografia para ele era a imersão do próprio etnógrafo nas comunidades convivendo e aprendendo hábitos, costumes, linguagem e aprendendo tudo em grupo de grupos para produzir um material a respeito de um objeto de pesquisa definido. A etnologia busca compreender comunidades de dois grupos étnicos, ou ao que parece, para Boas, apesar do antropólogo fornecer um estudo de um grupo, as individualidades devem ser consideradas. No início do século XX, sob influência dos estudos de Boas, outro antropólogo abriu as portas para novos métodos de fazer etnografia, Bronislaw Malinowski delineou a antropologia da observação participante como parte do método etnográfico, apresentando o divisor de águas que marcou o início da modernidade antropologia, quebrando a separação entre o antropólogo de escritório e o observador de campo. Dessa forma, podemos afirmar que na antropologia a teoria e a prática para fazer etnografia não podem ser separadas. Antes de ir a campo, é comum consultar algum material já produzido sobre o grupo a ser investigado ou consultar teorias norteadoras, principalmente se pretendemos realizar algum tipo de entrevista. As teorias são moldadas e treinadas pelo olhar do pesquisador, influenciando desde a delimitação do objeto de pesquisa até a redação do material, traduzindo tudo o que foi observado na produção de teorias interpretativas. Entretanto, é preciso focar na necessidade de romper com as primeiras experiências e desmistificar o objeto de pesquisa, na tentativa de o autor prestar atenção a detalhes muitas vezes desconhecidos ou impossíveis de visualizar. Podemos entender a etnografia como um método de pesquisa que se desenvolve a partir de dois anos de “observar” e “ouvir”, ou seja, vê, direciona o pesquisador e deixa para trás suas primeiras experiências para se situar e se posicionar diante da realidade observada. Contudo, afirmar que o campo é permeado pela teoria não significa dizer que ele está necessariamente sujeito a ela. A experiência no campo sempre trará novas visões sobre a teoria, ou, podemos ser presunçosos em dizer, o campo sempre surpreenderá o pesquisador, e é a partir do rompimento com as "primeiras experiências" que tanto se torna possível dentro do pesquisa de campo, a partir de uma observação participante. 

OU MÉTODO ETNOGRÁFICO

 Para Malinovski, assim como para outros autores como Marconi e Lakatos, o método etnográfico é dividido em etapas. A segunda etapa consiste em delimitar um período de convivência entre os “nativos”, realizando também trabalho de campo a partir da observação participante proposta por Malinowski. A terceira e última é a redação do ensaio etnográfico, produzindo material a partir da experiência de ida a campo, tarefa realizada pelo antropólogo junto ao objeto de pesquisa previamente delimitado. É importante destacar que um objeto de pesquisa é delimitado de acordo com as preferências do pesquisador, sendo também impossível delimitar um tema ou objeto com base no pressuposto da existência de uma neutralidade científica. Normalmente confunde-se “trabalho de campo” com etnografia. Devemos ter consciência de que o trabalho de campo não começou na Antropologia, mas não é monopólio nosso. Os geógrafos também fazem trabalho de campo, assim como os geólogos, arqueólogos e até psicólogos. Uma viagem ao campo comum a partir dos estudos científicos já realizados no final do século XIX, para testar as teorias produzidas com materiais empíricos. Em uma palavra, o trabalho de campo antropológico consiste em estabelecer relações com as pessoas. A partir dessas relações estabelecidas que se dá o desenvolvimento da pesquisa, e é o desenvolvimento do estreitamento dessas relações que o antropólogo orientará dentro da escrita de seu ensaio etnográfico. A etnografia é uma descrição densa. A partir de duas buscas diversas relacionadas ao método etnográfico, a observação participante passou a ser discutida como técnica fundamental e processual na pesquisa.

ETNOGRAFIA DOCUMENTAL A própria etnografia, como método de pesquisa, busca compreender dois modos de vida, organização, interação e comportamento a partir da observação, com foco nos aspectos sociais que afetam a manutenção da estrutura do grupo de pessoas observadas. Fazer etnografia em outra cultura envolve principalmente e acima de tudo trabalho de campo, incluindo observação, resposta a perguntas, participação em atividades de grupo e teste da validade das percepções de alguém em relação às intuições dos nativos. É possível afirmar que um dos dois objetivos da etnografia é compreender os significados atribuídos aos sujeitos observados, contextualizando seus modos de vida, bem como a pesquisa etnográfica utilizando técnicas utilizadas para a descrição densa do objeto estudado. A observação participante passou a ser discutida como técnica fundamental e processual na pesquisa. ETNOGRAFIA DOCUMENTAL A própria etnografia, como método de pesquisa, busca compreender dois modos de vida, organização, interação e comportamento a partir da observação, com foco nos aspectos sociais que afetam a manutenção da estrutura do grupo de pessoas observadas. Fazer etnografia em outra cultura envolve principalmente e acima de tudo trabalho de campo, incluindo observação, resposta a perguntas, participação em atividades de grupo e teste da validade das percepções de alguém em relação às intuições dos nativos. É possível afirmar que um dos dois objetivos da etnografia é compreender os significados atribuídos aos sujeitos observados, contextualizando seus modos de vida, bem como a pesquisa etnográfica utilizando técnicas utilizadas para a descrição densa do objeto estudado. A observação participante passou a ser discutida como técnica fundamental e processual na pesquisa. ETNOGRAFIA DOCUMENTAL A própria etnografia, como método de pesquisa, busca compreender dois modos de vida, organização, interação e comportamento a partir da observação, com foco nos aspectos sociais que afetam a manutenção da estrutura do grupo de pessoas observadas. Fazer etnografia em outra cultura envolve principalmente e acima de tudo trabalho de campo, incluindo observação, resposta a perguntas, participação em atividades de grupo e teste da validade das percepções de alguém em relação às intuições dos nativos. É possível afirmar que um dos dois objetivos da etnografia é compreender os significados atribuídos aos sujeitos observados, contextualizando seus modos de vida, bem como a pesquisa etnográfica utilizando técnicas utilizadas para a descrição densa do objeto estudado.

PALNEJAMENTO E IMPLANTAÇÃO DO CORREDOR 

O Programa Grande Carajás, executado entre as décadas de 1970 e 1980 pela mineradora Vale, sob a presidência de Eliezer Batista, marcou a exploração mineral em uma área de 900 mil km², correspondente a um décimo de Território brasileiro. O Programa de Desenvolvimento da Grande Carajás está notadamente associado a expressivos impactos ambientais. A região de Carajás oferece uma vasta área de florestas tropicais, totalizando quase 800 mil quilômetros quadrados, com uma diversidade de ecossistemas que variam desde florestas tropicais densas até savanas abertas. A Okay, responsável pelo programa, tenta, em alguns momentos, encobrir esses danos por meio de ações como o pseudo reflorestamento em terras reivindicadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em Canaã dos Carajás, no Pará. A utilização de terras contestadas pelo MST para atividades de reflorestamento, aparentemente como estratégia para esconder dois impactos negativos, é um exemplo de tentativa de mitigar as consequências ambientais do programa. 

POVS INDÍGENAS AFETADOS COM A IMPLEMENTAÇÃO DA EFC NO MARANHÃO E PARÁ

 Após abordarmos os investimentos no processo de implantação do Programa de Desenvolvimento Grande Carajás, continuaremos nesta seção com um levantamento sobre os povos indígenas atingidos pela Estrada Ferro Carajás no Maranhão e Pará . Contudo, dados obtidos em entrevistas referentes a planos de trabalho anteriores em comunidades como o Assentamento de Trabalhadores Sem-Terra, em Canaã dos Carajás e com lideranças da Terra Indígena Caru, no Maranhão, sugerem que os megaprojetos só são implementados nas proximidades ou através de terras. sem consulta prévia4 sobre os reais impactos nas práticas tradicionais das terras indígenas. Nesse período, a antropóloga americana Lux Vidal foi contratada como consultora para acompanhar o projeto. No final do mesmo ano, a FUNAI manifestou apoio à proposta do antropólogo de delimitar o território Xikrin. Com base na leitura de Bound in Misery and Iron, foi possível obter a informação de que a antropóloga Lux Vidal solicitou que ela fosse paralisada nas atividades da empresa porque o território estava demarcado, mas seu pedido foi negado. Portanto, a Delegação Regional e Departamento de Planejamento da FUNAI tentará alterar os limites do território para que as operações de prospecção possam ser realizadas fora dele. Logo após esse ocorrido, a empresa que estava realizando o levantamento descobriu quais danos estaríamos causando a esses povos, uma vez que projetamos grandes empreendimentos. Portanto, a consulta prévia deverá também ser realizada através de dois protocolos de consulta que constituem um instrumento de luto e de defesa dos direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais. 5 A prospecção é a primeira etapa da análise geológica de um território. Procure minerais, fósseis, metais preciosos ou espécimes minerais, também conhecidos como fósforo. O projeto de exploração da jazida de níquel está arquivado, enquanto a atenção se concentrou nos recursos minerais mais importantes de Carajás. Paralelamente a toda essa situação, em novembro de 1976, foi construída e inaugurada a rodovia PA-279 passando exatamente pelo território Xicrin. O antropólogo Vidal mais uma vez tentou convencer o presidente da FUNAI de que havia urgência na demarcação do território Xicrin, portanto esse assunto deveria ser decidido pelo Ministério do Interior-PA, que determinou que a demarcação só aconteceria quando a PA-279 está pronto. O que podemos concluir desta situação surgida entre os anos de 1975 e 1978, é que os efeitos sociais que podemos destacar são a perda de território e, portanto, a tentativa que podemos chamar à consciência, uma vez que fomos ignorados fato é que os Xicrin e os Cateté são povos tradicionais da terra e, mais além, foram ignorados o sonido da terra para os povos tradicionais. Contudo, ao discutir o território indígena, é crucial reconhecer que a noção de região de Bourdieu não se aplica diretamente. Ao explorar a diferença entre território e territorialidade, fica claro que a territorialidade é um conceito termoanalítico que abrange um conceito mais amplo, não apenas ligado à geografia física, mas também ligado a aspectos conceituais e simbólicos. Isto contrasta com a ideia de território, frequentemente associada à delimitação física, o que por vezes nos faz sentir que existe uma dimensão conceptual para além das fronteiras geográficas. Sabendo disso, é possível iniciar uma discussão sobre os significados da terra para os povos indígenas e, como a retirada de parte das terras para a construção de megaprojetos pode ser prejudicial à resistência do seu próprio território e, muitas vezes, é uma ameaça direta à sua própria terra. 

EFEITOS SOCIAIS SOBRE OS POVOS INDÍGENAS A PARTIR DA IMPLANTAÇÃO DO CORREDOR CARAJÁS

 Nos anos de 1970 e início de 1980, o regime ditatorial civil-militar brasileiro iniciou uma série de medidas de investimento que foram estabelecidas como os Grandes Projetos. Estes “Grandes Projectos” eram compostos por três e três projectos de investimento em vários sectores, como siderurgia, agricultura, mineração e infra-estruturas de transportes. A maioria desses projetos envolve inclusive a criação de uma infraestrutura que reduziu os custos de exportação de matérias-primas, um deles foi o Projeto Grande Carajás. Da cidade de Carajás à capital maranhense, foi construída uma ferrovia para melhorar o escoamento da mineração de ferro, produto da maior parte das exportações. Segundo o Instituto Socioambiental, a Estrada de Ferro Carajás, ou Dragão de Ferro, como mencionado acima, pelas populações por ela atingidas, sua construção teve início em 1982 e foi concluída em 1985. A estrutura ferroviária tem 892 quilômetros de extensão, e tem seu início na mina de Carajás, localizada no sudeste do Pará, viajando até o ponto final no Porto de Ponta da Madeira, em São Luís, capital do estado do Maranhão. O Programa Grande Carajás foi a principal medida no setor mineral. Para atender às necessidades do PGC, outros grandes projetos foram colocados em prática, como a Hidrelétrica de Tucuruí, que serviu para oferecer. Antes do final de 1980, a VALE assinou um acordo com a FUNAI para demarcar o território Awá-Guajá, no estado do Maranhão, assumindo a responsabilidade financeira pelo processo. A partir daí foi demarcada a Terra Indígena Awá, que fica a 35 km da Estrada de Ferro Carajás. Também está no entorno da ferrovia as terras indígenas Carú e Mãe Maria afetadas, no momento, pela ampliação da Rodovia Ferroviária Carajás no âmbito de um projeto da Vale de duplicação da extração minerária no Pará. Como vivemos na caça e na fila, circulamos pelo território e sentimos dramaticamente qualquer impacto sobre ele. Além disso, os Awá-Guajá compartilham seu território com atividades ilegais de desmatamento e exploração de madeira, atraindo migrantes devido aos empreendimentos econômicos na região. Em entrevista concedida em 27 de julho de 2017 na rede Brasil Atual, estando disponíveis os documentos do site “Povos Indígenas no Brasil”, ficam evidentes os efeitos sociais causados ​​pela presença da ferrovia. Nossos efeitos sociais destacam a agressão às práticas tradicionais e a devastação do território, para além de simples ideias de impacto. Nesse contexto, as situações analisadas podem ser caracterizadas como violência simbólica, que prejudica moralmente as práticas tradicionais das comunidades, provocando uma ruptura repentina na relação entre as pessoas e seu território. Energia elétrica a preços baixos para empresas que exploram recursos naturais. nebulizar vários animais, impedindo assim a eficácia das atividades de caça, prejudicando também o habitat e impedindo a sobrevivência de algumas das aves necessárias à produção de temperamentos utilizados em festividades como a "Festa da Menina Moça6" possibilitando que os indígenas se desloquem para a utilização de outros Materiais para não deixar de realizar práticas tradicionais, mesmo reinventadas. A execução do Programa Grande Carajás tem causado diversos conflitos socioambientais devido à falta de conhecimento prévio sobre seus potenciais impactos e efeitos e à falta de legislação que controle efetivamente as atividades de mineração. As comunidades e comunidades tradicionais servirão de base imediata para a criação e implementação do PGC. Em Carajás, o projeto atinge diretamente o povo indígena Kayapó-Xicrin e todas as comunidades indígenas Kayapé da região do Xingu. A Estrada de Ferro Carajás e as linhas de transmissão de energia devem cortar as reservas das reservas indígenas Gavião, Guajajara e Guajá, e não do Maranhão. 6 Essa tradição marca uma passagem para a vida adulta de dois adolescentes indígenas, que precisam ficar presos por um período de oito dias por ano em que são apresentados à aldeia e convidados por anos. Somente os adultos indígenas que preparam toda a comida para os convidados da festa e vestem os mais novos com saias longas, pintura de jenipapo, pinturas de passaros e núcleos artesanais. Usinas energéticas e hidrelétricas, todas interligadas. A ferrovia Carajás-São Luís tem aproximadamente 900 km de extensão e foi demarcada muito mais rapidamente do que qualquer reserva florestal ou área indígena. Só em São Luís, 20 mil pessoas foram liberadas pela Corporação Estadual de Desenvolvimento para serem instaladas ou transportadas até o terminal ferroviário e para a fábrica de alumínio ALUMAR. Quase 20.000 outras pessoas não estão disponíveis para a 7ª Convenção nº 169 da OIT sobre Povos e Tribos Indígenas.Na famosa região do Bico de Papagaio8, no centro da região, o conflito fundiário atinge um nível insuportável a ponto de empresas multinacionais, industriais e especuladores financeiros do sul, através de dois incentivos fiscais, adquirirem grandes propriedades, privando alguns zonas rurais dos agricultores das suas casas e participação no processo. Ocupar conjuntamente uma área do tamanho da Grã-Bretanha e da França, ou o Programa “Grande Carajás”, em seus estágios iniciais, causa danos ecológicos e problemas sociais irreparáveis ​​na região em que está instalado. A análise das leituras e documentos revelou a importância de dois direitos assegurados aos povos indígenas na Constituição brasileira. O artigo 198 garante a propriedade permanente das terras habitadas por estas comunidades, bem como o uso exclusivo dos recursos naturais ali presentes. Agora, na região de Carajás, a implementação de dois megaprojetos apresenta uma realidade diferente. Grande parte das terras indígenas da região não obtém a reconfirmação legal completa prevista na Constituição, ou não estão claramente demarcadas. Esses territórios demarcados enfrentam invasões de agricultores, assentados, garimpeiros e garimpeiros, como é o caso das áreas reivindicadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Por exemplo, o Assentamento Eduardo Galeano, em Canaã dos Carajás, foi confirmado durante investigações realizadas em projetos anteriores de iniciação científica entre 2017 e 2020. Vastas extensões de terras pertencentes à agricultura e pecuária em partes das riquezas do Estado, uma disputa por essas terras No entanto, isso se deve a graves conflitos envolvendo agricultores e proprietários. Em muitos casos, comunidades inteiras são deslocadas de seus territórios tradicionais para viabilizar a implementação de dois projetos do Programa Grande Carajás. É preciso dizer que nenhum desses partidos foi consultado, e sua aprovação foi obtida no anúncio do decreto que instituiu o Programa Carajás. Talvez não nos surpreendamos, mas sim horrorizados, uma vez que o Código Civil Brasileiro ainda define os índios como menores “relativamente incapazes” perante a lei e, portanto, incapazes de dirigir-se ao Estado, exceto através do seu órgão tutelar, à Fundação Nacional do Índio. O fato é que para a instalação de dois megaprojetos, incluindo a Estrada de Ferro Carajás, não há comunicação prévia com as comunidades indígenas, não exige consideração de suas práticas tradicionais. E, com base nas leituras realizadas, podemos concluir que o significado da terra para um indígena não é o mesmo significado econômico que dá base aos pretextos de exploração de uma mineradora multinacional.O conceito de terras tradicionalmente ocupadas não foi encontrado nos órgãos fundiários, não foi encontrado nos órgãos que tratam das terras indígenas, não foi encontrado no Conselho que trata das populações tradicionais. Quero dizer que não é uma categoria que nos forneça ferramentas práticas e conhecimentos para compreender a estrutura agrícola. Os impactos sociais sobre os povos indígenas vão além do simples desconforto causado pela presença dos megaprojetos. A retirada da contaminação de dois corpos d'água comprometerá drasticamente recursos essenciais à sobrevivência das pessoas, como os peixes, que caçam animais em seu próprio ambiente florestal. Essas mudanças ocorreram devido à construção da Estrada de Ferro Carajás, interferindo diretamente na estrutura de vida baseada em práticas agrícolas de subsistência. Muitos indígenas a partir da mudança de cenário e intervenções em seus modos de vida tradicionais adotam uma medida de inserção nas atividades econômicas, para aqueles que não são tradicionais, produzindo bens para um mercado externo para que não controlemos os dois processos, o que nenhum Produção. Durante o período em que o PGC estiver em funcionamento, espera-se que as comunidades da região do entorno da EFC recebam auxílio financeiro como pagamento por danos causados ​​ao território por um período de aproximadamente cinco anos. Portanto, esse período foi encerrado em 1987, ou não aconteceu, devido aos dias em que você atualmente realiza atividades externas na região do Corredor Carajás. A previsão inicial de encerramento das atividades de mineração não locais coincidia com o período em que a maior parte dos projetos industriais do Programa Grande Carajás ainda não havia sido aprovada ou implementada. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 É fundamental compreender que o conceito de território para os indígenas difere consideravelmente da percepção dos não indígenas. Portanto, a partir da análise de dois documentos selecionados, das reflexões das bibliografias utilizadas para orientar este TCC e das experiências em trabalhos anteriores, é possível descobrir alguns efeitos sociais importantes para a conquista da sociedade como um todo, ultrapassando os muros do a Academia. , para que possamos entender o quão violentos podem ser os avanços na exploração de terras tradicionais.O fato da ferrovia passar por terras indígenas é um efeito social e um ataque aos modos de vida tradicionais. O desaparecimento de animais também tem forte efeito social nas comunidades indígenas, principalmente para aqueles que vivem apenas da caça e da caça como os Awá Guajá. Por exemplo, não existe um passe específico para a realização da Festa da Menina Moça, que é uma celebração da transição do ciclo da juventude indígena.Os efeitos sociais advêm das agressões, não só físicas, mas também psicológicas, das lutas, das resistências, que obrigam os povos indígenas a modificar seus modos de vida e práticas tradicionais para se adaptarem aos avanços que favorecem a exploração, ou o desmatamento, para Poluição e morte, tanto dos povos indígenas quanto da natureza, que coexistem. Fica evidente na falta de consideração que, para os indígenas, o significado de território vai além da mera fisicalidade. Sem considerar esta visão mais ampla do território, aspectos fundamentais da vida e da cultura indígena, como a caça, a pesca e as festas, vão desaparecendo gradativamente do contexto e da vida cotidiana das pessoas. Este desaparecimento representa a presença clara de dois “efeitos sociais” resultantes da implementação de megaprojetos e megaempreendimentos nas Terras Indígenas. Estes efeitos também devem ser causados ​​por mudanças ambientais, que afectam profundamente a identidade cultural, as práticas tradicionais e o modo de vida das comunidades indígenas. Com este trabalho pude entender o quão agressivos podem ser os avanços na tecnologia de exploração, principalmente na mineração, não só para os povos indígenas mas também para grande parte da sociedade, uma vez que atacamos também os recursos naturais, eles não são todos afetados e quase não obtenho lucro. Pretendo aprofundar essas reflexões, especialmente para integrar perspectivas de autores indígenas, o que certamente enriquecerá a pesquisa e ampliará meu conhecimento sobre o tema.

Bibliografía de la ponencia

ACEVEDO, Marín; TRINDADE, JSB Wakymãhã meekto kônhito-nàkaka – Projeto Hidrelétrico Marabá . In: Alfredo Wagner Berno de Almeida, Emmanuel de Almeida Farias Júnior. (Organização). Conflitos sociais no Complexo da Madeira . 1 edição. Manaus: PNCSA-UEA Edições, 2009, v.1, p.367-389).

ALMEIDA, AWB de. Refugiados do desenvolvimento: os deslocamentos compulsórios de índios e campanianos e a ideologia da modernização . Travesia. Revista Migrante , São Paulo,

v. Ano IX, 25, pág. 30-35 , maio/agosto de 1996.


     . FARIAS, Emanuel. A. (Org.). Aldeias e comunidades tradicionais : Nova Cartografia

Sociais . 1. Ed. Manaus. UEA Edições,2013, 173p.

ARAÚJO, Marco André Franco de; ARAÚJO Thiago Morais de. O processo etnográfico: considerações sobre a etnografia da comunicação . Revista Ícone - Revista de Divulgação Científica em Língua Portuguesa, Linguística e Literatura Volume 16 – RJ, 2016.

BACHELARD, Gastón. A formação do espírito científico: contribuição à psicanálise do conhecimento . Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.

BOAS, Franz. Os métodos da etnologia . In: Celso Castro (org.) Antropologia Cultural.RJ: Jorge Zahar, 2004.

BOURDIEU, P.; CHAMBOREDON, J. C; PASSERON , J.C. _ A profissão do

sociólogo: preliminares epistemológicas . Petrópolis: Vozes, 1999.

  . Introdução a uma Sociologia Reflexiva . Em: . Ou poder simbólico. 5. Ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002b. páginas 17-58.

           . Pierre, A miséria do mundo . Paris: Seuil. (organizador), 1993.

CARDOSO OLIVEIRA, Roberto. O trabalho do antropólogo : olhar, ouvir, escrever . Revista de Antropologia, Vol. 39, Nº 1, 1996.

CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa Qualitativa em Ciências Humanas e Sociais . 6. Ed. Petrópolis: Vozes, 2014.

CLIFFORD, James. Uma Experiência Etnográfica . Rj: UFRJ, 2002.

                    . Itinerários interculturais . Barcelona: Gedisa, 1999.

                    . Dilemas da cultura. Antropologia, literatura e arte na perspectiva pós-moderna . Barcelona: Gedisa, 1995.

COELHO, Tadzio Peters. Projeto Grande Carajás: três anos de desenvolvimento frustrado, Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas . IBASE, Rio de Janeiro, RJ, 2015.

CRUZ, Thiago Martins da. Mineração e Pecuária em Canaã dos Carajás: o avanço cruel da capital no sudeste paraense . Dissertação (Dinâmicas Territoriais e Sociedade na Amazônia). Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará; Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas Territoriais e da Sociedade Americana, 2015.

CUNHA, Olivia Maria Gomes da. Tempo Imperfeito: uma etnografia do arquivo , Rio de Janeiro, RJ, 2004.

DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico . São Paulo: Martin Claret, 2001. GEERTZ, Clifford. Uma descrição densa: por uma teoria interpretativa da cultura .

In: Uma interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Guanabara, 1989.

                  . Nova Luz sobre Antropologia . _ Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

                  . Ou antropólogo como autor . Barcelona: Paidos Studio, 1989.

MALINOWSKI, Bronislaw. Argonautas do Pacífico Ocidental . São Paulo: Editora Ubu, 2019.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia Científica . 7. Ed. São Paulo: Atlas, 2017.

REES, DK; MELLO, HAB de. Uma investigação etnográfica na sala de aula de segunda língua/língua estrangeira. Cadernos do IL . Porto Alegre, n. 42, junho de 2011.

SAVILLE-TROIKE, M. A etnografia da comunicação . Oxford: Publicação Blakwell , 2003.

SIGAUD, L. O efeito das tecnologias nas comunidades rurais: no caso dos grandes quartéis . Revista Brasileira de Ciências Sociais , Rio de Janeiro, v. 7, 18, pág. 18-29, fevereiro de 1992.

STOCKING, Jr, “Ensaios sobre cultura e personalidade” . In: GW Stocking Jr. (ed.), Malinowski, Rivers, Benedict e outros. Ensaios sobre cultura e personalidade. Madison: The University of Wisconsin Press, 1986.

TRÊS, Dave. Presos na miséria e no ferro: o impacto do programa Grande Carajás sobre os índios do Brasil . Sobrevivência Internacional, 1987.

URIARTE , Urpi Montoya - O que faz a etnografia para os antropólogos ? _ Ponto

Cidade [on-line], 11 | 2012, postado online em 14 de março de 2014, consultado em 20 de julho .

Fuentes de la ponencia

Prezados componentes da banca e coordenadores de simpósio, informo que o trabalho completo foi enviado para os e-mails de todos pois a plataforma do ALA está deixando o texto sem formatação e trocando palavras. Neste sentido, a coordenação do evento orientou que fosse encaminhado para os e-mails da coordenação do simpósio 66.